Esteticistas comentam muito sobre a drenagem linfática e seus benefícios. Mas você sabe exatamente para quê é indicada e quem não deve usá-la? Então, confira essas e outras curiosidades mencionadas pela esteticista Maria José Costa, da Clínica Aesthera Dermatologia de São Paulo:
1) A drenagem linfática é uma técnica de massagem que estimula e potencializa o funcionamento do sistema linfático. Com isso, toxinas e líquidos acumulados em excesso nos tecidos corporais, responsáveis por inchaços e agravantes de celulite, são eliminados. Ela dever ser realizada com diversos movimentos circulares, bastante precisos e bem suaves.
2) A linfa, que circula nos vasos linfáticos, é o líquido responsável pela saída do excesso de água e resíduos metabólicos que ficam nos tecidos entre as células. A drenagem linfática tem por objetivo tornar todo esse processo mais eficaz, aumentando a oxigenação e estimulando a renovação das células.
3) Existem diferentes técnicas de drenagem, mas em todas os movimentos realizados devem obedecer ao fluxo, a sequência e a disposição superficial dos vasos do sistema linfático. Uma das opções utiliza movimentos precisos, lentos e contínuos, partindo de um ponto específico na região a ser tratada, associados à aplicação de bandagens na área imediatamente tratada.
4) Com a circulação sanguínea mais ativada pela drenagem, alguns benefícios são maior resistência imunológica, melhora no contorno corporal, diminuição de inchaços e celulites.
5) A drenagem linfática pode contribuir na prevenção da flacidez da pele, pois o organismo consegue produzir um tecido com melhor qualidade nutricional a partir da eliminação do excesso de toxinas metabólicas. Mas não recupera a já existente.
6) Pode ser associada a outros procedimentos estéticos, como ultrassom, massagem modeladora, massagem relaxante, pré e pós-operatório.
7) Inicialmente, são recomendadas duas sessões por semana, até completar 10. Após esse período, o paciente deve ser avaliado para analisar a necessidade de cada caso.
8) É contraindicada em alguns casos. Entre eles estão pessoas com histórico de trombose, câncer, pós-cirurgia de fraturas de grandes ossos, em processos infecciosos. Se estiver com alguma doença ou em outra situação que cause dúvida sobre a possibilidade de apostar na técnica, busque uma avaliação médica.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Confira 8 curiosidades sobre drenagem linfática
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Confira 8 curiosidades sobre drenagem linfática
Mitos e verdades sobre o cabelo
1. Cortar o cabelo todos os meses acelera o seu crescimento. Errado
Explicação:
O Corte serve somente para retirar as pontas mais danificadas. Está cientificamente provado que o cabelo cresce, em média, cerca de 1 cm mensalmente, independentemente do corte.
2. Água fria deixa os cabelos mais bonitos e saudáveis. Correcto
Explicação:
A água fria ajuda a fechar as cutículas, tornando assim, o brilho dos fios de cabelo mais evidente, contribuindo para uma menor oleosidade.
3. Dormir com o cabelo molhado apodrece a raiz. Errado
Explicação:
O que acontece é que dormir com o cabelo húmido, favorece o aparecimento de fungos e micoses, principalmente em pessoas com tendência à formação de caspa. Contudo, não apodrece de forma alguma a raiz.
4. Lavar os cabelos diariamente causa queda. Errado
Explicação:
Os cabelos que caem na lavagem, cairiam naturalmente, pois já se encontravam em fase de queda.
5.Cortar o cabelo na fase Quarto Crescente da Lua, favorece o seu crescimento. Errado
Explicação:
Nada indica que a Lua interfira no crescimento do cabelo. Este mito encontra-se ligado às antigas tradições agrícolas e cultivo dos campos.
6.Aplicar o condicionador na raiz deixa os cabelos mais oleosos e pode provocar o aparecimento de caspa. Correcto
Explicação:
O condicionador tapa os poros capilares, ajudando ao aumento da oleosidade e da tendência para a caspa.
7.Os cabelos crescem mais rapidamente no Verão. Correcto
Explicação:
De facto, o Sol estimula a produção de hormonas como a melatonina, que estimula a estrutura capilar, acelerando o crescimento dos fios de cabelos.
8.Antes de ir dormir devemos escovar o nosso cabelo 100 vezes. Errado
Explicação:
Para além de estar totalmente errado, escovar excessivamente o cabelo pode danificá-lo. Por outro lado, quando escovamos o nosso cabelo, devemos começar pelas pontas, passando de seguida para as raízes, não devendo nunca escová-lo enquanto está molhado.
Explicação:
O Corte serve somente para retirar as pontas mais danificadas. Está cientificamente provado que o cabelo cresce, em média, cerca de 1 cm mensalmente, independentemente do corte.
2. Água fria deixa os cabelos mais bonitos e saudáveis. Correcto
Explicação:
A água fria ajuda a fechar as cutículas, tornando assim, o brilho dos fios de cabelo mais evidente, contribuindo para uma menor oleosidade.
3. Dormir com o cabelo molhado apodrece a raiz. Errado
Explicação:
O que acontece é que dormir com o cabelo húmido, favorece o aparecimento de fungos e micoses, principalmente em pessoas com tendência à formação de caspa. Contudo, não apodrece de forma alguma a raiz.
4. Lavar os cabelos diariamente causa queda. Errado
Explicação:
Os cabelos que caem na lavagem, cairiam naturalmente, pois já se encontravam em fase de queda.
5.Cortar o cabelo na fase Quarto Crescente da Lua, favorece o seu crescimento. Errado
Explicação:
Nada indica que a Lua interfira no crescimento do cabelo. Este mito encontra-se ligado às antigas tradições agrícolas e cultivo dos campos.
6.Aplicar o condicionador na raiz deixa os cabelos mais oleosos e pode provocar o aparecimento de caspa. Correcto
Explicação:
O condicionador tapa os poros capilares, ajudando ao aumento da oleosidade e da tendência para a caspa.
7.Os cabelos crescem mais rapidamente no Verão. Correcto
Explicação:
De facto, o Sol estimula a produção de hormonas como a melatonina, que estimula a estrutura capilar, acelerando o crescimento dos fios de cabelos.
8.Antes de ir dormir devemos escovar o nosso cabelo 100 vezes. Errado
Explicação:
Para além de estar totalmente errado, escovar excessivamente o cabelo pode danificá-lo. Por outro lado, quando escovamos o nosso cabelo, devemos começar pelas pontas, passando de seguida para as raízes, não devendo nunca escová-lo enquanto está molhado.
Por que os adolescentes aprontam tanto?
O cérebro humano sofre mudanças durante a adolescência que suprimem os medos aprendidos na infância, de acordo com um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Isto poderia explicar por que os adolescentes são às vezes tão imprudentes.
Em experiências com ratos, cientistas estadunidenses da Universidade de Cornell, Universidade de Brown e a Escola de Medicina da Universidade de Nova Iorque examinaram a atividade cerebral de roedores de diferentes idades e comprovaram que os ratos adolescentes mostravam menos atividade nas duas áreas do cérebro associadas ao processamento das experiências de medo, a amígdala e o hipocampo.
Não se tratava, portanto, de que os ratos adolescentes não aprendessem a ter medo, senão de que seus cérebros não enviavam os mesmos sinais que os ratos adultos ou filhotes, suprimindo o medo contextual e a atividade neuronal associadas.
A resposta temerária a estas idades poderia ser útil desde o ponto de vista evolutivo, segundo os autores, porque ocorre em um momento em que os adolescentes estão explorando e pondo a prova os limites de sua independência, coisa que não poderiam fazer se estivessem paralisados de medo.
Em experiências com ratos, cientistas estadunidenses da Universidade de Cornell, Universidade de Brown e a Escola de Medicina da Universidade de Nova Iorque examinaram a atividade cerebral de roedores de diferentes idades e comprovaram que os ratos adolescentes mostravam menos atividade nas duas áreas do cérebro associadas ao processamento das experiências de medo, a amígdala e o hipocampo.
Não se tratava, portanto, de que os ratos adolescentes não aprendessem a ter medo, senão de que seus cérebros não enviavam os mesmos sinais que os ratos adultos ou filhotes, suprimindo o medo contextual e a atividade neuronal associadas.
A resposta temerária a estas idades poderia ser útil desde o ponto de vista evolutivo, segundo os autores, porque ocorre em um momento em que os adolescentes estão explorando e pondo a prova os limites de sua independência, coisa que não poderiam fazer se estivessem paralisados de medo.
Por que balançamos os braços ao caminhar?
Porque, dessa forma, poupamos energia quando nos deslocamos, o que é uma vantagem fisiológica. Essa é a conclusão de um estudo feito por biomédicos da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda. O grupo de biomédicos criou um modelo mecânico para avaliar a dinâmica do balançar dos braços e fez vários testes com dez voluntários (veja ao lado). A economia de energia do nosso andar também aparece em relação a outros bípedes - um estudo feito na Universidade de Washington revelou que o caminhar humano é cerca de 75% menos dispendioso do que o caminhar bípede ou quadrúpede dos chimpanzés. Esse traço humano é antigo: o homem é bípede e anda ereto há 4,5 milhões de anos.
4x4
Os animais quadrúpedes, como cavalos, leões e elefantes, possuem uma marcha cruzada - similar à nossa
É para a frente que se anda
E com os braços em posições alternadas às das pernas
SENTIDO!
Andar com os braços segurados, como na posição de sentido dos soldados, exige 12% mais gasto metabólico do que andar normalmente. Controlando os braços ao andar, o corpo exige maior gasto energético dos músculos dos ombros para mantê-los fixos
DO MESMO LADO
A caminhada anti-balanço - com o movimento sincronizado, ou seja, braço direito com perna direita e braço esquerdo com perna esquerda - consome 26% mais energia, pois os músculos se esforçam mais para manter esse movimento
PRA LÁ E PRA CÁ
Quando andamos, a movimentação das pernas produz um deslocamento giratório, que é contrabalançado pelo movimento alternado de braços e pernas. Além disso, caminhar alternando o movimento de braços e pernas suaviza a passada, reduzindo o gasto energético dos músculos
4x4
Os animais quadrúpedes, como cavalos, leões e elefantes, possuem uma marcha cruzada - similar à nossa
É para a frente que se anda
E com os braços em posições alternadas às das pernas
SENTIDO!
Andar com os braços segurados, como na posição de sentido dos soldados, exige 12% mais gasto metabólico do que andar normalmente. Controlando os braços ao andar, o corpo exige maior gasto energético dos músculos dos ombros para mantê-los fixos
DO MESMO LADO
A caminhada anti-balanço - com o movimento sincronizado, ou seja, braço direito com perna direita e braço esquerdo com perna esquerda - consome 26% mais energia, pois os músculos se esforçam mais para manter esse movimento
PRA LÁ E PRA CÁ
Quando andamos, a movimentação das pernas produz um deslocamento giratório, que é contrabalançado pelo movimento alternado de braços e pernas. Além disso, caminhar alternando o movimento de braços e pernas suaviza a passada, reduzindo o gasto energético dos músculos
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Por que balançamos os braços ao caminhar?
Descobrem neurônios tipo Orkut
Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon (EUA) encontraram dentro do neocórtex do cérebro uma sub-rede dos neurônios com grande atividade que se comportam de maneira similar aos membros de uma rede social.
Segundo os cientistas, assim como ocorre no Facebook, estas redes neuronais têm uma população pequena de membros muito ativos, mais conectados, que dão e recebem mais informação que o resto de neurônios de sua rede, segundo explica Alison Barth, coautora do estudo publicado ontem pela revista Neuron.
- "É como no Orkut, onde muitos de seus amigos não publicam nada, mas uma pequena percentagem atualiza seu estado com frequência. Estas pessoas costumam estar ligadas a mais pessoas, de maneira que ao mesmo tempo que compartilham mais informação também recebem mais informação", explica Barth.
Identificando estes neurônios "hiperativos", os cientistas esperam determinar por que são mais ativos, o que poderia aumentar seu entendimento do neocórtex, que acreditam ser o principal centro de aprendizagem do cérebro.
Segundo os cientistas, assim como ocorre no Facebook, estas redes neuronais têm uma população pequena de membros muito ativos, mais conectados, que dão e recebem mais informação que o resto de neurônios de sua rede, segundo explica Alison Barth, coautora do estudo publicado ontem pela revista Neuron.
- "É como no Orkut, onde muitos de seus amigos não publicam nada, mas uma pequena percentagem atualiza seu estado com frequência. Estas pessoas costumam estar ligadas a mais pessoas, de maneira que ao mesmo tempo que compartilham mais informação também recebem mais informação", explica Barth.
Identificando estes neurônios "hiperativos", os cientistas esperam determinar por que são mais ativos, o que poderia aumentar seu entendimento do neocórtex, que acreditam ser o principal centro de aprendizagem do cérebro.
Usar calcinha faz mal à saúde, dizem especialistas.
Nos últimos tempos, várias celebridades apareceram em público sem vestir uma peça essencial no vestuário feminino: a calcinha. Juliana Paes, Adriane Galisteu, Flávia Alessandra e Britney Spears, por mais de uma vez, foram flagradas sem nenhuma "proteção" por debaixo de saias e vestidos. Mas porque será que elas aboliram a calcinha? Uma das explicações possíveis é aquele terrível medo de que a peça íntima marque a roupa, e assim, acabe de vez com todo o glamour do visual. Outras mulheres dizem que não a usam devido problemas de saúde. Saiba o que os especialistas dizem sobre o assunto.
O ginecologista José Bento afirma que calcinha realmente faz mal à saúde. Segundo o médico, a calcinha, principalmente as de materiais sintéticos e com forros muito grossos, impedem a ventilação do local e aquecem a região, o que acaba promovendo a proliferação de bactérias e fungos no aparelho genital e, consequentemente, o surgimento de infecções e corrimentos. Há ainda mulheres que são alérgicas a determinados tecidos, o que prejudica ainda mais a saúde do aparelho sexual.
"A saia não foi criada à toa", diz o dr. José Bento apoiando a atitude das famosas. "As mulheres realmente precisam arejar a região genital". Para ele, um hábito saudável é dormir sem calcinha. "Não há vantagem nenhuma em usar calcinha para dormir. Tudo é uma questão de costume".
Além de doenças sexuais, como a candidíase, o uso de determinados tipos de calcinhas podem provocar o aparecimento de varizes e celulite. Isso é o que afirma o ginecologista José Bento. Mas para que esses efeitos aparecerem, o elástico da região da virilha tem que estar muito apertado.
A coordenadora do Ambulatório de Sexualidade da Unifesp, a ginecologista Carolina Carvalho, é uma das defensoras do uso da calcinha. "Na minha opinião, essas mulheres que apareceram na mídia sem estarem usando calcinhas querem mesmo é aparecer". Segundo a médica, não há nada provado contra o uso da calcinha, "caso contrário a maioria das mulheres teria problemas".
"A calcinha é uma proteção, sem ela aumentaria muito o risco da mulher contrair uma infecção no local", ressalta Carolina. "Só recomendo ficar sem a peça para dormir. Outra atitude que pode ser tomada é trocá-la mais de uma vez por dia", completa.
O ginecologista José Bento afirma que calcinha realmente faz mal à saúde. Segundo o médico, a calcinha, principalmente as de materiais sintéticos e com forros muito grossos, impedem a ventilação do local e aquecem a região, o que acaba promovendo a proliferação de bactérias e fungos no aparelho genital e, consequentemente, o surgimento de infecções e corrimentos. Há ainda mulheres que são alérgicas a determinados tecidos, o que prejudica ainda mais a saúde do aparelho sexual.
"A saia não foi criada à toa", diz o dr. José Bento apoiando a atitude das famosas. "As mulheres realmente precisam arejar a região genital". Para ele, um hábito saudável é dormir sem calcinha. "Não há vantagem nenhuma em usar calcinha para dormir. Tudo é uma questão de costume".
Além de doenças sexuais, como a candidíase, o uso de determinados tipos de calcinhas podem provocar o aparecimento de varizes e celulite. Isso é o que afirma o ginecologista José Bento. Mas para que esses efeitos aparecerem, o elástico da região da virilha tem que estar muito apertado.
A coordenadora do Ambulatório de Sexualidade da Unifesp, a ginecologista Carolina Carvalho, é uma das defensoras do uso da calcinha. "Na minha opinião, essas mulheres que apareceram na mídia sem estarem usando calcinhas querem mesmo é aparecer". Segundo a médica, não há nada provado contra o uso da calcinha, "caso contrário a maioria das mulheres teria problemas".
"A calcinha é uma proteção, sem ela aumentaria muito o risco da mulher contrair uma infecção no local", ressalta Carolina. "Só recomendo ficar sem a peça para dormir. Outra atitude que pode ser tomada é trocá-la mais de uma vez por dia", completa.
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dizem especialistas.,
Usar calcinha faz mal à saúde
É verdade que só usamos 30% de nossa capacidade cerebral?
Não! Isso não passa de um mito. Segundo Jackson Cioni Bittencourt, neuroanatomista do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, o engano surgiu a partir de experimentos realizados entre 1930 e 1950, durante neurocirurgias. Foi quando pesquisadores aproveitaram operações sem necessidade de anestesia geral, em que o paciente permanecia consciente, para estimular com eletrodos certas áreas do cérebro. "Esses estímulos faziam as pessoas mexer partes do corpo, sentir cheiros e ver coisas", diz Jackson. "Aí, passaram a associar certas áreas do cérebro a funções específicas."
O erro estava em achar que essas áreas agiam sozinhas, quando, na verdade, o cérebro funciona em conjunto. "A diferença é que, durante certas atividades, algumas regiões consomem mais glicose e oxigênio, dando a impressão de estarem trabalhando sozinhas", afirma Vanderlei Cerqueira de Lima, neurocirurgião do Hospital Albert Einstein. "Hoje, conhecemos melhor o cérebro humano e podemos dizer que, até mesmo quando dormimos, ele funciona por inteiro, tanto biologicamente - cuidando da homeostasia, que é o equilíbrio do corpo - quanto cognitivamente; ou seja: sonhando".
O erro estava em achar que essas áreas agiam sozinhas, quando, na verdade, o cérebro funciona em conjunto. "A diferença é que, durante certas atividades, algumas regiões consomem mais glicose e oxigênio, dando a impressão de estarem trabalhando sozinhas", afirma Vanderlei Cerqueira de Lima, neurocirurgião do Hospital Albert Einstein. "Hoje, conhecemos melhor o cérebro humano e podemos dizer que, até mesmo quando dormimos, ele funciona por inteiro, tanto biologicamente - cuidando da homeostasia, que é o equilíbrio do corpo - quanto cognitivamente; ou seja: sonhando".
Estudo associa sonambulismo a cromossomo defeituoso
Cientistas dizem ter descoberto o código genético responsável pelo sonambulismo. Os pesquisadores, da Washington University School of Medicine, em St. Louis, Missouri, Estados Unidos, estudaram quatro gerações de uma família de sonâmbulos e encontraram uma mutação em uma seção do cromossomo 20.
Em artigo publicado na revista "Neurology", eles afirmam que para sofrer de sonambulismo, basta que a pessoa carregue uma cópia do DNA defeituoso. A equipe disse esperar que a descoberta abra caminho para tratamentos para a condição, que afeta até 10% das crianças e um em cada 50 adultos.
Na maioria dos casos, o sonambulismo é uma condição benigna, que passa com a idade. Em muitos casos, crianças sonâmbulas se levantam da cama em estado de transe e saem caminhando pela casa.
Mas casos mais extremos podem ser problemáticos e até perigosos, particularmente quando a condição persiste até a idade adulta.
Estresse
Sonâmbulos podem fazer ações complexas, como encontrar a chave do carro, destrancar portas e dirigir.
Há casos graves, de sonâmbulos que cometeram crimes durante um surto. Apesar disso, sabe-se pouco sobre o fenômeno.
O sonambulismo tende a se propagar em famílias, de uma geração para outra. Algumas pessoas são particularmente suscetíveis. Fatores como cansaço e estresse podem desencadear surtos.
Os surtos tendem a acontecer cedo, assim que a pessoa adormece, no estágio de sono profundo e sem sonhos, conhecido como Non Rapid Eye Movement, (ou NREM, quando não há movimentos rápidos do olho). Pela manhã, a pessoa não terá qualquer lembrança do surto.
Família de sonâmbulos
Em seu estudo, a cientista Christina Gurnett e seus colegas da Washington University School of Medicine observaram uma grande família de sonâmbulos.
A família tinha sido referida aos especialistas porque um dos seus membros mais jovens, uma menina chamada Hannah, de 12 anos, tinha vivenciado surtos preocupantes de sonambulismo, em que ela regularmente saía de casa e vagava noite adentro.
Em quatro gerações da família, dos bisavós até os netos, nove membros de um total de 22 eram sonâmbulos. Um dos integrantes da família, um tio de Hannah, frequentemente acorda com oito pares de meias nos pés. Outros parentes da menina sofreram ferimentos como, por exemplo, fraturas nos dedos dos pés, durante surtos.
A partir de amostras de saliva do grupo, os pesquisadores analisaram o DNA da família para entender a raiz genética da condição. Uma busca em todo o genoma revelou que o problema estava localizado em códigos genéticos presentes no cromossomo 20, e que o código tinha sido passado de uma geração para outra.
Se uma pessoa possui o gene, a probabilidade de que ela o passe adiante é de 50%. E qualquer indivíduo que possua a cópia defeituosa do gene sofrerá de sonambulismo - os pesquisadores concluíram.
Embora ainda não tenham identificado exatamente o gene ou genes envolvidos - há 28 suspeitos - os cientistas dizem suspeitar de que o responsável seja o gene responsável pela enzima conhecida como adenosina deaminase.
Esse gene já é conhecido por sua associação à fase do sono em que ocorre o sonambulismo. "É provável que vários genes estejam envolvidos. O que descobrimos é o primeiro local genético para o sonambulismo", disse Gurnett.
Ela explica que ainda não se sabe qual dos genes naquela área do cromossomo 20 serão responsáveis. "Até que encontremos o gene, não saberemos se isto se aplica a várias famílias ou a um grande número de famílias que sofrem de sonambulismo", disse. "Mas encontrar esses genes pode ajudar a identificar e tratar a condição."
Em artigo publicado na revista "Neurology", eles afirmam que para sofrer de sonambulismo, basta que a pessoa carregue uma cópia do DNA defeituoso. A equipe disse esperar que a descoberta abra caminho para tratamentos para a condição, que afeta até 10% das crianças e um em cada 50 adultos.
Na maioria dos casos, o sonambulismo é uma condição benigna, que passa com a idade. Em muitos casos, crianças sonâmbulas se levantam da cama em estado de transe e saem caminhando pela casa.
Mas casos mais extremos podem ser problemáticos e até perigosos, particularmente quando a condição persiste até a idade adulta.
Estresse
Sonâmbulos podem fazer ações complexas, como encontrar a chave do carro, destrancar portas e dirigir.
Há casos graves, de sonâmbulos que cometeram crimes durante um surto. Apesar disso, sabe-se pouco sobre o fenômeno.
O sonambulismo tende a se propagar em famílias, de uma geração para outra. Algumas pessoas são particularmente suscetíveis. Fatores como cansaço e estresse podem desencadear surtos.
Os surtos tendem a acontecer cedo, assim que a pessoa adormece, no estágio de sono profundo e sem sonhos, conhecido como Non Rapid Eye Movement, (ou NREM, quando não há movimentos rápidos do olho). Pela manhã, a pessoa não terá qualquer lembrança do surto.
Família de sonâmbulos
Em seu estudo, a cientista Christina Gurnett e seus colegas da Washington University School of Medicine observaram uma grande família de sonâmbulos.
A família tinha sido referida aos especialistas porque um dos seus membros mais jovens, uma menina chamada Hannah, de 12 anos, tinha vivenciado surtos preocupantes de sonambulismo, em que ela regularmente saía de casa e vagava noite adentro.
Em quatro gerações da família, dos bisavós até os netos, nove membros de um total de 22 eram sonâmbulos. Um dos integrantes da família, um tio de Hannah, frequentemente acorda com oito pares de meias nos pés. Outros parentes da menina sofreram ferimentos como, por exemplo, fraturas nos dedos dos pés, durante surtos.
A partir de amostras de saliva do grupo, os pesquisadores analisaram o DNA da família para entender a raiz genética da condição. Uma busca em todo o genoma revelou que o problema estava localizado em códigos genéticos presentes no cromossomo 20, e que o código tinha sido passado de uma geração para outra.
Se uma pessoa possui o gene, a probabilidade de que ela o passe adiante é de 50%. E qualquer indivíduo que possua a cópia defeituosa do gene sofrerá de sonambulismo - os pesquisadores concluíram.
Embora ainda não tenham identificado exatamente o gene ou genes envolvidos - há 28 suspeitos - os cientistas dizem suspeitar de que o responsável seja o gene responsável pela enzima conhecida como adenosina deaminase.
Esse gene já é conhecido por sua associação à fase do sono em que ocorre o sonambulismo. "É provável que vários genes estejam envolvidos. O que descobrimos é o primeiro local genético para o sonambulismo", disse Gurnett.
Ela explica que ainda não se sabe qual dos genes naquela área do cromossomo 20 serão responsáveis. "Até que encontremos o gene, não saberemos se isto se aplica a várias famílias ou a um grande número de famílias que sofrem de sonambulismo", disse. "Mas encontrar esses genes pode ajudar a identificar e tratar a condição."
A Fórmula Sagrada da Coca-Cola
Extraído na íntegra de "Por Deus, Pela Pátria e Pela Coca-Cola", de Mark Pendergrast. Apêncice pág 379-383. Editora Ediouro, 1993. O livro "coincidentemente" sumiu das livrarias e sebos do país.
QUANDO RESOLVI escrever uma história geral da Coca-Cola, não tinha idéia de que descobriria a fórmula original, e ainda menos no ventre da própria companhia. Afinal de contas, tratava-se do segredo mais bem guardado do mundo, um segredo que a companhia se recusara a revelar a despeito de duas ordens judiciais. Em 1977, a companhia preferiu deixar a Índia a entregar a fórmula secreta a um insistente governo. Ainda assim, parece que consegui o impossível. Certo dia, Phil Mooney, o arquivista, trouxe-me uma pasta com papéis amarelados e dilacerados, que haviam sido cuidadosamente restaurados e postos entre lâminas de plástico. Explicou-me que eles constituíam os restos do livro de fórmulas de John Pemberton, doados à companhia na década de 1940.
Eu já conhecia a história desse livro. Quando rapaz, John P. Tumer viajara de sua cidade natal, Columbus, Geórgia, para trabalhar como aprendiz de John Pemberton nos últimos anos de vida deste último. Após a morte de Pemberton, Tumer levou o livro em sua volta para Columbus, onde trabalhou como farmacêutico durante muitos anos. Em 1943, o filho de Tumcr mostrou o livro a um membro da diretoria da Coca-Cola, abrindo-o na página que continha a fórmula. O diretor em causa convenceu o herdeiro de Tumer a entregar-lhe o livro. ''Deus do Céu!" exclamou Harrison, o presidente da diretoria, ao ver a fórmula. ''Onde foi que você conseguiu isso?" E essa foi a última vez em que alguém botou os olhos na fórmula.
A pasta que recebi dos arquivos da Coca-Cola dizia que este era "o livro de descrições e fórmulas pertencentes ao Dr. I. S. Pemberton, ao tempo em que era farmacêutico em Columbus", mas isso quase com certeza é incorreto, uma vez que uma das receitas, para uma cola de aipo, inclui pelo nome a Coca-Cola como ingrediente, o que a coloca sem dúvida nenhuma em 1888, uma vez que era a bebida em que Pemberton trabalhava quando de sua morte. O coração batendo em disparada, folheei com todo cuidado as páginas preservadas, embora, claro, pensasse que a companhia escondera um item crucial em algum lugar. Por isso mesmo, fiquei atônito ao descobrir o que parecia ser uma receita de Coca-Cola, sem nome, exceto por um ''X" no alto da página:
Citrato de Cafeína 1 onça (28,350g)
Ext. de Baunilha 1 onça
Saborizante 2 112 onças
F.E. Coco 4 onças
Ácido cítrico 3 onças
Suco de Lima 1 quarto
Açúcar 30 libras-peso
Água 2 1/2 galões (3,785 litros)
Caramelo o suficiente
Misture o Ácido de Cafeína e Suco de Lima em 1 quarto de água fervente e acrescente baunilha e saborizante quando frio.
Saborizante:
óleo de Laranja 80
óleo de Limão 120
óleo de Noz-Moscada 40
óleo de Canela 40
óleo de Coentro 20
Nerol 40
Álcool 1 Quarto
deixe descansar 24h
A seção 'saborizante" é obviamente a parte 7X da fórmula, embora haja apenas seis ingredientes (a menos que se conte o álcool como o sétimo). Talvez ele tenha adicionado mais tarde baunilha à seção saborizante como sétimo ingrediente. 'F.E. Coco' significa fluid extract of coca (extrato fluido de coca), e nozes de cola não são mencionadas, mas apenas 'Citrato de Cafeína". Pemberton, quase com certeza, recebia a cafeína da Merck, de Darmstadt, Alemanha, porque elogiava essa firma como produtora de uma forma superior de estimulante, extraído de nozes de cola.
Tirei fotocópia do documento, mas simplesmente não consegui acreditar que alguém na companhia me entregasse a fórmula original. Com certeza, devia ser apenas uma precursora do produto autêntico. Mas em seguida tive confirmação inesperada de que descobrira, por acaso, algo muito mais valioso do que pensava. Ao entrevistar Mladin Zarubica, o Observador Técnico que produzira a "Coke branca'' para o general Zhukov, disse-lhe que tinha a fórmula. '; Oh, tem mesmo?" disse ele. '''Eu também. A companhia me deu uma cópia quando tive que tirar a cor para Zhukov. Quer vê-Ia?" Eu queria, realmente. Ao chegar a fotocópia de sua correspondência, datada de 4 de janeiro de 1947, ela continha exatamente a mesma fórmula que eu encontrara nos arquivos - mesmos volumes, mesmo formato, até mesmo o erro de grafia em 'F.E. Coco.' Notei uma única diferença: a fórmula de Zarubica era incompleta, deixando de fora os dois ingredientes finais da 7X d (coentro e nerol). Parecia que a companhia não quisera liberar a fórmula completa e tomara a precaução de alterá-la dessa maneira.
Fiquei estarrecido. Eu não só entrara de posse da fórmula original de Pemberton, guardada nas entranhas da própria companhia, mas ela aparentemente sobrevivera sem mudança durante pelo menos 60 anos, após o inventor a ter escrito naquele papel ora restaurado. Mas isso era um autêntico mistério. Contradizia a declaração de Howard Candlcr de que seu pai, Asa, mudara substancialmente a maneira de fabricação da Coca-Cola. E por que a fórmula de Zaiubica não mencionava folha descocainizada de coca ou o fato de a companhia não usar mais ácido cítrico, mas fosfórico? Ou que o volume de cafeína fora reduzido? E essas não eram as únicas mudanças introduzidas na fórmula. O velho Asa aparentemente andara também mexendo na 7X Ao longo dos anos, mudara também o volume e tipo do adoçante.
Parece que mesmo quando os ingredientes e proporções originais são revelados, persiste a mística em torno da fórmula. Minha conclusão final: a companhia, na verdade, não deu a Mladin Zarubica, em 1947, a fórmula em uso corrente - e nem mesmo tinha versão parcial da mesma. Em vez disso, Zarubica recebeu uma versão truncada da fórmula original, o suficiente para que seu químico descobrisse como tornar branca a Coke marrom. Permanece o mistério de por que a companhia me entregou a fórmula existente em seus próprios arquivos. Só posso supor que havia outra receita da Coca-Cola claramente rotulada no livro de Tumer, que foi escondida, mas ninguém examinou com atenção o resto da fórmula, e a variedade ‘X' passou despercebida.
Em seu livro de 1983, Big Secrets, Williain Poundstone dá sua versão da fórmula, e que é um palpite razoavelmente acurado da mistura corrente. Em um galão entram:
Açúcar: 2.400g em água suficiente para dissolver:
Caramelo: 37g
Cafeína: 3,lg
Ácido Fosfórico: 11g
Folha descocainizada de coca: 1,1g
Nozes de cola: 0,37g
Embeba a folha de coca e nozes de cola em 22g de álcool a 20%, coe e acrescente líquido ao xarope.
Suco de lima: 30g
Glicerina: 19g
Extrato de baunilha: 1,Sg
Saborizante 7X:
óleo de laranja: 0,47g
óleo de limão: 0,88g
óleo de noz-moscada: 0,07g
óleo de canela (canela chinesa): 0,20g
óleo de coentro: traços
Nerol: traços
óleo de lima: 0,27g
Misture em 4,9g de álcool a 95%, adicione 2,7g de água, deixe descansar por 24 horas a 60 graus F.[162C]. Uma camada turva se separará. Retire a parte clara do líquido e acrescente ao xarope.
Acrescente água suficiente para fazer 1 galão de xarope. Misture uma onça de xarope com água gaseificada para obter um copo de 6,5 onças.
Poundstone e várias outras fontes alegam que o óleo de alfazema pode também fazer parte da fórmula, e uma jovem especialista do departamento técnico, com quem andei certa vez num elevador, concordou comigo. Ela acabara de voltar de Grasse, onde durante séculos especialistas franceses extraíram várias essências de óleo - incluindo nerol (tirado de uma variedade de flores de laranjeira) e alfazema.
Embora a fórmula contida no Big Secrets possa aproximar-se muito, ela não confere com o depoimento feito sob juramento pelo Dr. Anton Amon, químico da Coca-Cola, em um recente caso judicial. Segundo ele, são necessárias 13,2 gramas de ácido fosfórico para fazer um galão de xarope, e não 11, e 1,86 grama de extrato de baunilha, e não 1,5g. Disse Anton que a companhia acrescenta 91,99 gramas de "um caramelo comercial de estabilidade forte", ou muito mais do que as 37 gramas de Poundstone. Não obstante, os ingredientes da fórmula são provavelmente exatos.
A começar com Asa Candler, ninguém na companhia se referia aos ingredientes pelo nome. Em vez disso, o açúcar era a Mercadoria #1; caramelo, Mercadoria #2; cafeína, Mercadoria #3; ácido fosfórico, Mercadoria #4; folha de coca e extrato de noz de cola, Mercadoria #5; mistura saborizante 7X, Mercadoria #7; baunilha, Mercadoria #8. Essa nomenclatura pegou, embora desde a era Candier os números 6 e 9 - talvez suco de lima e glicerina - tenham desaparecido, provavelmente absorvidos na 7X ou em algum outro ingrediente.
Estudei demoradamente os efeitos da folha de coca e da cola no corpo principal do texto. À parte isso, são na verdade fascinantes, ainda que inconclusivas, as histórias populares que cercam os demais ingredientes, considerando os volumes diminutos de cada um deles e a veracidade duvidosa de fontes antigas. A cássia, por exemplo, foi usada como cura para artrite, câncer, diabetes, tonteira, gota, dor de cabeça e dor de estômago. A noz-moscada combatia a infecção durante a Peste Negra, serviu como psicotrópico e narcótico, e é receitada na índia para disenteria, gases, lepra, reumatismo, ciática e dor de estômago. A baunilha é usada variadamente como afrodisíaco, estimulante ou anti-espasmódico, cura histeria, impede o aparecimento de cáries e reduz gases. E o mesmo se aplica aos demais ingredientes.
* * *
Uma vez que a fórmula secreta gerou volumes espantosos de dinheiro, não me surpreendeu que ninguém na companhia quisesse falar sobre ela. Tendo recebido permissão para entrevistar praticamente todo mundo na empresa, negaram-me, contudo, acesso a Mauricio Gianturco, chefe da divisão técnica. No fim, deixaram-me entrevistar Harry Waldrop, um ‘psicometrista graduado' (não é brincadeira, é esse mesmo o título dele) que, até cinco anos passados, em membro do corpo de elite de provedores de sabor que faz amostragens de partidas da Coca-Cola Classic.
Os membros do grupo conhecem a 7X tanto pelo cheiro quanto pelo gosto e podem discemir diferenças mínimas ocasionadas por envelhecimento. Da mesma maneira que alguns provedores de vinho podem provar um 1945 Mouton-Rothschild e diferenciá-lo de outro da safra de 1946, Waldrop pode identificar uma partida de xarope de Coke de dois meses de idade. ''Todos nós conhecemos o sabor e o aroma do material autêntico", diz Waldrop, "mas é difícil dizer isso em palavras. Só quando estão fora do padrão é que tentamos descrevê-los.'' Os membros do grupo podem se subdividir em pequenos grupos, por exemplo, para discutir um gostinho ligeiramente amargo que refugam. Embora todos os ingredientes sejam cuidadosamente medidos e submetidos a teste por cromatografia de gás e outros aparelhos científicos de aferição, Waldrop não acredita que o computador possa substituir o ser humano. "Um nariz eletrônico não poderia captar as sutilezas, a parte hedonística", garantiu-me ele.
Embora cientistas possam provavelmente identificar os diferentes ingredientes da Coca-Cola, e até mesmo estimar seus volumes aproximados, não podem, segundo funcionários da companhia, duplicar a mistura exata. Incrível como possa parecer, apenas duas pessoas em atividade na companhia supostamente sabem como misturar o 7X. Isso faz com que elas viajem constantemente de avião a Cidra, Porto Rico, e Drogheda, Irlanda, para reabastecer o suprimento dessas duas enormes fábricas de concentrado, que fornecem os tijolos para a maioria da Coke consumida no mundo. Há ainda no mundo outras fábricas menores de concentrado. Ninguém, claro, gostaria de falar sobre essas questões de logística.
A despeito de todo o mistério e paranóia acumulados em torno da fórmula famosa, certo dia um porta-voz da companhia baixou a guarda quando perguntei o que aconteceria se eu publicasse neste livro a fórmula autêntica, com instruções detalhadas. Ele sorriu largamente. "Mark", disse, "digamos que este é o seu dia de sorte. Acontece que tenho, aqui mesmo em minha mesa, uma cópia da fórmula.'' Abriu a gaveta e me entregou um documento fantástico.
- "Aí está. Agora, o que é que vai fazer com ela?"
- "Bom, vou incluí-Ia no meu livro."
- "E ... ?"
- "Alguém pode resolver estabelecer-se e concorrer com a The Coca-Cola Company."
- "E que nome ele vai dar ao produto?"
- "Bem, não poderá chamá-lo de Coca-Cola porque vocês o processariam. Vamos dizer que o chamem de Yum-Yum, e que insinuem, de uma forma a não dar razão a um processo judicial, que a Yum-Yum é na verdade a fórmula original da Coca-Cola."
- "Ótimo. E daí? Quanto vão cobrar por ela? Como vão distribuí-la? Como vão divulgá-la? Está entendendo aonde quero chegar? Gastamos mais de 100 anos e volumes inacreditáveis de dinheiro construindo o capital dessa marca. Sem nossas economias de escala e nosso inacreditável sistema de comercialização, quem quer que tentasse duplicar nosso produto não chegaria a lugar nenhum e teria que mudar coisas demais. Por que alguém se daria ao trabalho de ir comprar Yum-Yum, que é realmente igual à Coca-Cola mas que custa mais, quando pode comprar a Coisa Real em todo o mundo?''
Não consegui pensar em coisa alguma para dizer.
Extraído na íntegra de "Por Deus, Pela Pátria e Pela Coca-Cola", de Mark Pendergrast. Apêncice pág 379-383. Editora Ediouro, 1993. O livro "coincidentemente" sumiu das livrarias e sebos do país.
QUANDO RESOLVI escrever uma história geral da Coca-Cola, não tinha idéia de que descobriria a fórmula original, e ainda menos no ventre da própria companhia. Afinal de contas, tratava-se do segredo mais bem guardado do mundo, um segredo que a companhia se recusara a revelar a despeito de duas ordens judiciais. Em 1977, a companhia preferiu deixar a Índia a entregar a fórmula secreta a um insistente governo. Ainda assim, parece que consegui o impossível. Certo dia, Phil Mooney, o arquivista, trouxe-me uma pasta com papéis amarelados e dilacerados, que haviam sido cuidadosamente restaurados e postos entre lâminas de plástico. Explicou-me que eles constituíam os restos do livro de fórmulas de John Pemberton, doados à companhia na década de 1940.
Eu já conhecia a história desse livro. Quando rapaz, John P. Tumer viajara de sua cidade natal, Columbus, Geórgia, para trabalhar como aprendiz de John Pemberton nos últimos anos de vida deste último. Após a morte de Pemberton, Tumer levou o livro em sua volta para Columbus, onde trabalhou como farmacêutico durante muitos anos. Em 1943, o filho de Tumcr mostrou o livro a um membro da diretoria da Coca-Cola, abrindo-o na página que continha a fórmula. O diretor em causa convenceu o herdeiro de Tumer a entregar-lhe o livro. ''Deus do Céu!" exclamou Harrison, o presidente da diretoria, ao ver a fórmula. ''Onde foi que você conseguiu isso?" E essa foi a última vez em que alguém botou os olhos na fórmula.
A pasta que recebi dos arquivos da Coca-Cola dizia que este era "o livro de descrições e fórmulas pertencentes ao Dr. I. S. Pemberton, ao tempo em que era farmacêutico em Columbus", mas isso quase com certeza é incorreto, uma vez que uma das receitas, para uma cola de aipo, inclui pelo nome a Coca-Cola como ingrediente, o que a coloca sem dúvida nenhuma em 1888, uma vez que era a bebida em que Pemberton trabalhava quando de sua morte. O coração batendo em disparada, folheei com todo cuidado as páginas preservadas, embora, claro, pensasse que a companhia escondera um item crucial em algum lugar. Por isso mesmo, fiquei atônito ao descobrir o que parecia ser uma receita de Coca-Cola, sem nome, exceto por um ''X" no alto da página:
Citrato de Cafeína 1 onça (28,350g)
Ext. de Baunilha 1 onça
Saborizante 2 112 onças
F.E. Coco 4 onças
Ácido cítrico 3 onças
Suco de Lima 1 quarto
Açúcar 30 libras-peso
Água 2 1/2 galões (3,785 litros)
Caramelo o suficiente
Misture o Ácido de Cafeína e Suco de Lima em 1 quarto de água fervente e acrescente baunilha e saborizante quando frio.
Saborizante:
óleo de Laranja 80
óleo de Limão 120
óleo de Noz-Moscada 40
óleo de Canela 40
óleo de Coentro 20
Nerol 40
Álcool 1 Quarto
deixe descansar 24h
A seção 'saborizante" é obviamente a parte 7X da fórmula, embora haja apenas seis ingredientes (a menos que se conte o álcool como o sétimo). Talvez ele tenha adicionado mais tarde baunilha à seção saborizante como sétimo ingrediente. 'F.E. Coco' significa fluid extract of coca (extrato fluido de coca), e nozes de cola não são mencionadas, mas apenas 'Citrato de Cafeína". Pemberton, quase com certeza, recebia a cafeína da Merck, de Darmstadt, Alemanha, porque elogiava essa firma como produtora de uma forma superior de estimulante, extraído de nozes de cola.
Tirei fotocópia do documento, mas simplesmente não consegui acreditar que alguém na companhia me entregasse a fórmula original. Com certeza, devia ser apenas uma precursora do produto autêntico. Mas em seguida tive confirmação inesperada de que descobrira, por acaso, algo muito mais valioso do que pensava. Ao entrevistar Mladin Zarubica, o Observador Técnico que produzira a "Coke branca'' para o general Zhukov, disse-lhe que tinha a fórmula. '; Oh, tem mesmo?" disse ele. '''Eu também. A companhia me deu uma cópia quando tive que tirar a cor para Zhukov. Quer vê-Ia?" Eu queria, realmente. Ao chegar a fotocópia de sua correspondência, datada de 4 de janeiro de 1947, ela continha exatamente a mesma fórmula que eu encontrara nos arquivos - mesmos volumes, mesmo formato, até mesmo o erro de grafia em 'F.E. Coco.' Notei uma única diferença: a fórmula de Zarubica era incompleta, deixando de fora os dois ingredientes finais da 7X d (coentro e nerol). Parecia que a companhia não quisera liberar a fórmula completa e tomara a precaução de alterá-la dessa maneira.
Fiquei estarrecido. Eu não só entrara de posse da fórmula original de Pemberton, guardada nas entranhas da própria companhia, mas ela aparentemente sobrevivera sem mudança durante pelo menos 60 anos, após o inventor a ter escrito naquele papel ora restaurado. Mas isso era um autêntico mistério. Contradizia a declaração de Howard Candlcr de que seu pai, Asa, mudara substancialmente a maneira de fabricação da Coca-Cola. E por que a fórmula de Zaiubica não mencionava folha descocainizada de coca ou o fato de a companhia não usar mais ácido cítrico, mas fosfórico? Ou que o volume de cafeína fora reduzido? E essas não eram as únicas mudanças introduzidas na fórmula. O velho Asa aparentemente andara também mexendo na 7X Ao longo dos anos, mudara também o volume e tipo do adoçante.
Parece que mesmo quando os ingredientes e proporções originais são revelados, persiste a mística em torno da fórmula. Minha conclusão final: a companhia, na verdade, não deu a Mladin Zarubica, em 1947, a fórmula em uso corrente - e nem mesmo tinha versão parcial da mesma. Em vez disso, Zarubica recebeu uma versão truncada da fórmula original, o suficiente para que seu químico descobrisse como tornar branca a Coke marrom. Permanece o mistério de por que a companhia me entregou a fórmula existente em seus próprios arquivos. Só posso supor que havia outra receita da Coca-Cola claramente rotulada no livro de Tumer, que foi escondida, mas ninguém examinou com atenção o resto da fórmula, e a variedade ‘X' passou despercebida.
Em seu livro de 1983, Big Secrets, Williain Poundstone dá sua versão da fórmula, e que é um palpite razoavelmente acurado da mistura corrente. Em um galão entram:
Açúcar: 2.400g em água suficiente para dissolver:
Caramelo: 37g
Cafeína: 3,lg
Ácido Fosfórico: 11g
Folha descocainizada de coca: 1,1g
Nozes de cola: 0,37g
Embeba a folha de coca e nozes de cola em 22g de álcool a 20%, coe e acrescente líquido ao xarope.
Suco de lima: 30g
Glicerina: 19g
Extrato de baunilha: 1,Sg
Saborizante 7X:
óleo de laranja: 0,47g
óleo de limão: 0,88g
óleo de noz-moscada: 0,07g
óleo de canela (canela chinesa): 0,20g
óleo de coentro: traços
Nerol: traços
óleo de lima: 0,27g
Misture em 4,9g de álcool a 95%, adicione 2,7g de água, deixe descansar por 24 horas a 60 graus F.[162C]. Uma camada turva se separará. Retire a parte clara do líquido e acrescente ao xarope.
Acrescente água suficiente para fazer 1 galão de xarope. Misture uma onça de xarope com água gaseificada para obter um copo de 6,5 onças.
Poundstone e várias outras fontes alegam que o óleo de alfazema pode também fazer parte da fórmula, e uma jovem especialista do departamento técnico, com quem andei certa vez num elevador, concordou comigo. Ela acabara de voltar de Grasse, onde durante séculos especialistas franceses extraíram várias essências de óleo - incluindo nerol (tirado de uma variedade de flores de laranjeira) e alfazema.
Embora a fórmula contida no Big Secrets possa aproximar-se muito, ela não confere com o depoimento feito sob juramento pelo Dr. Anton Amon, químico da Coca-Cola, em um recente caso judicial. Segundo ele, são necessárias 13,2 gramas de ácido fosfórico para fazer um galão de xarope, e não 11, e 1,86 grama de extrato de baunilha, e não 1,5g. Disse Anton que a companhia acrescenta 91,99 gramas de "um caramelo comercial de estabilidade forte", ou muito mais do que as 37 gramas de Poundstone. Não obstante, os ingredientes da fórmula são provavelmente exatos.
A começar com Asa Candler, ninguém na companhia se referia aos ingredientes pelo nome. Em vez disso, o açúcar era a Mercadoria #1; caramelo, Mercadoria #2; cafeína, Mercadoria #3; ácido fosfórico, Mercadoria #4; folha de coca e extrato de noz de cola, Mercadoria #5; mistura saborizante 7X, Mercadoria #7; baunilha, Mercadoria #8. Essa nomenclatura pegou, embora desde a era Candier os números 6 e 9 - talvez suco de lima e glicerina - tenham desaparecido, provavelmente absorvidos na 7X ou em algum outro ingrediente.
Estudei demoradamente os efeitos da folha de coca e da cola no corpo principal do texto. À parte isso, são na verdade fascinantes, ainda que inconclusivas, as histórias populares que cercam os demais ingredientes, considerando os volumes diminutos de cada um deles e a veracidade duvidosa de fontes antigas. A cássia, por exemplo, foi usada como cura para artrite, câncer, diabetes, tonteira, gota, dor de cabeça e dor de estômago. A noz-moscada combatia a infecção durante a Peste Negra, serviu como psicotrópico e narcótico, e é receitada na índia para disenteria, gases, lepra, reumatismo, ciática e dor de estômago. A baunilha é usada variadamente como afrodisíaco, estimulante ou anti-espasmódico, cura histeria, impede o aparecimento de cáries e reduz gases. E o mesmo se aplica aos demais ingredientes.
* * *
Uma vez que a fórmula secreta gerou volumes espantosos de dinheiro, não me surpreendeu que ninguém na companhia quisesse falar sobre ela. Tendo recebido permissão para entrevistar praticamente todo mundo na empresa, negaram-me, contudo, acesso a Mauricio Gianturco, chefe da divisão técnica. No fim, deixaram-me entrevistar Harry Waldrop, um ‘psicometrista graduado' (não é brincadeira, é esse mesmo o título dele) que, até cinco anos passados, em membro do corpo de elite de provedores de sabor que faz amostragens de partidas da Coca-Cola Classic.
Os membros do grupo conhecem a 7X tanto pelo cheiro quanto pelo gosto e podem discemir diferenças mínimas ocasionadas por envelhecimento. Da mesma maneira que alguns provedores de vinho podem provar um 1945 Mouton-Rothschild e diferenciá-lo de outro da safra de 1946, Waldrop pode identificar uma partida de xarope de Coke de dois meses de idade. ''Todos nós conhecemos o sabor e o aroma do material autêntico", diz Waldrop, "mas é difícil dizer isso em palavras. Só quando estão fora do padrão é que tentamos descrevê-los.'' Os membros do grupo podem se subdividir em pequenos grupos, por exemplo, para discutir um gostinho ligeiramente amargo que refugam. Embora todos os ingredientes sejam cuidadosamente medidos e submetidos a teste por cromatografia de gás e outros aparelhos científicos de aferição, Waldrop não acredita que o computador possa substituir o ser humano. "Um nariz eletrônico não poderia captar as sutilezas, a parte hedonística", garantiu-me ele.
Embora cientistas possam provavelmente identificar os diferentes ingredientes da Coca-Cola, e até mesmo estimar seus volumes aproximados, não podem, segundo funcionários da companhia, duplicar a mistura exata. Incrível como possa parecer, apenas duas pessoas em atividade na companhia supostamente sabem como misturar o 7X. Isso faz com que elas viajem constantemente de avião a Cidra, Porto Rico, e Drogheda, Irlanda, para reabastecer o suprimento dessas duas enormes fábricas de concentrado, que fornecem os tijolos para a maioria da Coke consumida no mundo. Há ainda no mundo outras fábricas menores de concentrado. Ninguém, claro, gostaria de falar sobre essas questões de logística.
A despeito de todo o mistério e paranóia acumulados em torno da fórmula famosa, certo dia um porta-voz da companhia baixou a guarda quando perguntei o que aconteceria se eu publicasse neste livro a fórmula autêntica, com instruções detalhadas. Ele sorriu largamente. "Mark", disse, "digamos que este é o seu dia de sorte. Acontece que tenho, aqui mesmo em minha mesa, uma cópia da fórmula.'' Abriu a gaveta e me entregou um documento fantástico.
- "Aí está. Agora, o que é que vai fazer com ela?"
- "Bom, vou incluí-Ia no meu livro."
- "E ... ?"
- "Alguém pode resolver estabelecer-se e concorrer com a The Coca-Cola Company."
- "E que nome ele vai dar ao produto?"
- "Bem, não poderá chamá-lo de Coca-Cola porque vocês o processariam. Vamos dizer que o chamem de Yum-Yum, e que insinuem, de uma forma a não dar razão a um processo judicial, que a Yum-Yum é na verdade a fórmula original da Coca-Cola."
- "Ótimo. E daí? Quanto vão cobrar por ela? Como vão distribuí-la? Como vão divulgá-la? Está entendendo aonde quero chegar? Gastamos mais de 100 anos e volumes inacreditáveis de dinheiro construindo o capital dessa marca. Sem nossas economias de escala e nosso inacreditável sistema de comercialização, quem quer que tentasse duplicar nosso produto não chegaria a lugar nenhum e teria que mudar coisas demais. Por que alguém se daria ao trabalho de ir comprar Yum-Yum, que é realmente igual à Coca-Cola mas que custa mais, quando pode comprar a Coisa Real em todo o mundo?''
Não consegui pensar em coisa alguma para dizer.
Extraído na íntegra de "Por Deus, Pela Pátria e Pela Coca-Cola", de Mark Pendergrast. Apêncice pág 379-383. Editora Ediouro, 1993. O livro "coincidentemente" sumiu das livrarias e sebos do país.